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ENTREVISTA DE ELIZABETHE MILWAARD – CORREIO DE SERGIPE

Ela nasceu e foi criada no meio da floresta amazônica, e desde menina já queria aprender às questões da vida, da natureza e do homem, de uma forma geral. Foi com a sabedoria dos seus ancestrais, os índios – seus avós -, que Beth aprendeu a valorizar a vida, e o homem como ser pleno e absoluto, possuidor de poderes e dono do seu próprio nariz. Hoje, Elizabeth Milwaard é professora da consciência e terapeuta nutricional e ortomolecular, e desenvolve um trabalho onde ensina o homem a buscar respostas as suas dúvidas, curas para as doenças e o tão desejado encontro com o próprio Eu. Através do Projeto "Raiz da Vida", Beth  tem conseguido que inúmeras pessoas passem do estado de doentes para seres plenos, conscientes e determinados a serem felizes. Como nossa Coluna procura estar antenada em tudo que diz respeito à vida, esta semana a nossa convidada é essa pessoa saudável, alegre, conectada e muito, muito especial. 

Vida – Você vem desenvolvendo um trabalho terapêutico de consciência que busca o tratamento para a egotite. O que você denomina de egotite? 

Beth Milwaard – A egotite é uma inflamação do ego – parte da psique que representa o Eu das pessoas -, que costuma adoecer em decorrência de fatores desenvolvidos pela própria pessoa. Entre esses, as carências infantis são as principais causas da doença. Os medos, anseios, traumas, os constrangimentos que passamos na infância permanecem dentro de nós por toda a vida. Quando não conseguimos nos libertar desses fantasmas, entramos num processo de desconexão com o universo, e é esse processo é que nos leva a vários distúrbios. É por isso que adoecemos. Nós desenvolvemos e somatizamos todo tipo de mal que nos rodeiam: físico, mental e espiritual.  

Vida – A vaidade feminina em se produzir, se maquiar, estar na moda, botox, silicone, lipos – coisas que nós mulheres vivenciamos -, são sintomas de egotite?

Beth – Essa coisas estão ligadas à fêmea. Toda fêmea precisa se sentir bonita, completa. Só passa a ser egotite quando sai da normalidade, e a pessoa se torna escrava de padrões. Passar 3 ou 4 horas na academia, sentir obrigação em ir à academia, se entupir de silicone, ter a beleza como meta de vida, ai sim, existe uma desconexão. Nós, seres humanos, precisamos levar a vida com leveza e prazer, pensando em nós e não em como os outros nos vêm. A gente deve se produzir para a gente e não para os outros.

Vida – O que é estar desconectado? É estar alheio ao mundo?

Beth – Desconexão é tudo aquilo que vai de encontro à natureza humana. Estar desconectado é estar obcecado, é ter metas em que a obrigação fala mais alto que o prazer, é buscar nos vícios – bebidas, cigarros, drogas, sexo, jogos – a satisfação momentânea que essas coisas proporcionam. Estar desconectado é estar ligado à negatividade. 

Vida – E como é estar conectado?

Beth – O ser humano está conectado quando tem escolha. Quando se deixa levar pela leveza da vida e determina como ele quer conduzir a sua história, buscando sempre uma melhor qualidade de vida. Ele se conecta quando consegue manter uma relação pura com Deus. Quando consegue utilizar o poder da mente para ter domínio das suas ações. As coisas são como ele determina e não como querem ser. 

Vida – É fácil conseguir viver conectado, em um mundo onde a gente precisa correr o tempo inteiro atrás de trabalho, de dinheiro para pagar as contas, fugir das violências? 

Beth – Não é fácil. Por isso, o comum da humanidade é a desconexão. Todas essas preocupações da vida terminam afastando o ser humano da criança que existe dentro de todos nós. Daí surgem as amarguras, as carências, os medos, as ansiedades e por fim as doenças do corpo e da alma. Matar a criança que somos é uma das principais desconexões que existe no mundo.

 

Vida – E o que fazer para conservar a criança dentro de nós e nos tornamos conectados?

Beth – É preciso determinar o que se quer. Quando você determina o que quer, positivamente ou negativamente, você encontra. Tudo na vida já está pronto, somente esperando que a gente vá buscar. Eu, por exemplo, determinei que queria ser saudável em todos os aspectos, e através desta determinação eu me mantenho feliz, tranqüila, resolvida.

 

Vida – Você é descendente de índios e a sua filosofia de vida inclui preceitos de diversas crenças. Você pode ser considerada uma Xamã?

Beth – Eu não tenho formação em xamanismo. Eu sou terapeuta nutricional e ortomolecular, e trabalho com ensinamentos que utilizam métodos de prevenção e cura dos males do corpo físico, mental, emocional e espiritual. Claro que trabalho com vários preceitos que buscam reconectar o ser com sua sabedoria interior, ancorado no poder da mente. O objetivo do meu trabalho é a busca pela harmonização plena do ser, o que exige uma conscientização espiritual, uma inter relação com a natureza e com o planeta em que vivemos. É isso que vai ativar a coragem, a força, e a sabedoria do ser humano, para lidar com as questões da vida. As curas e as prevenções de distúrbios e doenças. Posso dizer que sou uma pesquisadora da vida, uma professora de Consciência.

Vida – Você acredita que a grande saída para o fim da destruição do homem seja a unificação da religiosidade? 

Beth – Eu creio nisso plenamente. Todas as misérias do mundo têm como base as diferenças religiosas. Outra coisa importante é a falta de entendimento das pessoas sobre a leitura da Bíblia. Existem milhões de católicos, milhões de protestantes e suas vertentes, e, cada um entende a Bíblia conforme a sua religião determina. Não existe um ensinamento unificado da palavra de Deus. E Deus é uno. 

Vida – Muitas pessoas necessitam da assistência de um terapeuta ou de um psicólogo, para ajudá-las no entendimento da vida. Como você analisa esse tipo de comportamento?

Beth – Tem gente que gosta de colo a vida inteira. Na realidade muitas pessoas sofrem da falta do poder pessoal. Como as pessoas não sabem determinar o que querem, acham que o terapeuta vai consertar a vida delas, e passam anos a fio nessa esperança. A cura de nós mesmos está dentro de nós. A gente precisa se questionar, chacoalhar os próprios ombros em busca das nossas respostas. Só quem tem esse poder sobre nós, somos nós mesmos. 

Vida – Através dos seus ensinamentos você ajudou muitas pessoas a conseguirem determinar ideais. Como você se sente em relação a isso?

Beth – Sinceramente eu não sinto nada. O que eu quero é que as pessoas sintam satisfação em conseguirem uma conexão com elas mesmas. Não sinto nada, até porque, essa satisfação a que você está se referindo vem do ego, e eu não tenho mais isso dentro de mim.  Eu não sinto mais o orgulho das coisas que faço.

Vida – Você consegue estar sempre bem consigo. Levar a vida sem aborrecimentos?

Beth – Olha, a última vez que eu me aborreci, foi há 4 meses, e nem me lembro o motivo. Humanamente é quase impossível viver sem aborrecimentos, mas quando isso acontece, me reponho em questões de segundos. Não é à toa, que mantenho um contato diário com a minha galáxia, para me libertar das coisas terrenas. Este contato é o meu relaxante, meu sonífero. É a plenitude!

Vida – Na realidade existe várias formas para se encontrar a felicidade?

Beth – Quando você consegue a conexão com o Cosmo, a sua trajetória de vida se torna mais branda. A felicidade é um composto de momentos especiais e inesquecíveis, com pitadas do mais puro néctar dos deuses. Isso é plenitude. Não é fácil, mas se houver determinação na busca desse sentimento, o ser será pleno.

Vida – Você acredita na eficácia que os livros de auto-ajuda costumam prometer?

Beth – Olha, se a pessoa não identificar o que quer, questionar os porquês e fazer uma leitura de entendimento, só está se enchendo de informações que não vai utilizar para nada. Muita gente me pergunta porque eu não escrevo um livro de auto-ajuda, e eu respondo: pra que? Existem milhares de livros deste tipo e milhões de pessoas perdidas, sem conexão. A auto-ajuda só chega no momento em que a gente se descobre como ser pensante, que age com a razão, que sabe o que quer. Ai, o encontro com o Eu acontece. E eu posso te dizer que este momento é maravilhoso!

Vida – Você criou o projeto Raízes da Vida, onde ensina as pessoas a conduzir a própria vida deixando que as coisas fluam naturalmente. Como você consegue descobrir o grau de contaminação de egotite que a pessoa está sofrendo?

Beth – Inicialmente, é feito um teste para identificar os agentes que estão causando a doença. Muitas pessoas estão doentes, porque se alimentam de forma errada. Outras sofrem da doença por seqüelas da infância, da vida afetiva, entre outros motivos. Após este teste e uma análise minuciosa da alma da pessoa, eu indico a dieta de acordo com o tipo sangüíneo da pessoa, e juntas, começamos o processo de cura da alma. A única coisa que eu peço, é sinceridade no momento em que a pessoa está fazendo o teste.

Para que o leitor descubra se está sofrendo dos males da alma, nós conseguimos que a terapeuta Elizabeth Milwaard nos cedesse o questionário que diagnostica a egotite. Para saber, basta marcar um X ao lado dos itens que você identifica na sua vida.

Teste 1

Egotite ocasionada pela má alimentação

A ausência de alimentos construtores – soja, fibras, frutas, verduras, legumes, carnes, etc -, agentes quelantes e antioxidantes potentes – bebidas, cigarro, drogas -, está deixando a humanidade totalmente desnutrida e vulnerável a qualquer tipo de doença, das mais brandas às mais graves, como por exemplo, as doenças degenerativas.

Abaixo estão alguns sintomas da desnutrição. Marque um X, caso você tenha algum desses itens:

(  ) Ansiedade

(  ) Mau humor

(  ) Irritabilidade

(  ) Obesidade

(  ) Insônia

(  ) Prisão de ventre

(  ) Gastrite

(  ) Colesterol alto

(  ) Pressão alta

(  ) Pele seca

(  ) Dor de cabeça

(  ) Azia constante

(  ) Alergias

(  ) Falta de apetite

(  ) Catarata

(  ) Esquecimento

(  ) Falta de concentração

Teste 2

Egotite ocasionada pelas doenças da alma

Guerras, destruição do planeta, separações, vícios e doenças de todos os tipos, corrupção, roubos, seqüestros, violências, fome, desemprego, etc, são algumas causas da doença que atinge a alma humana. A inflamação do ego é uma doença gravíssima e contagiosa, que quando não mata deixa seqüelas irreparáveis. Marque um X, se você está sofrendo desses males:

(  ) Depressão

(  ) Ansiedade prolongada

(  ) Irritabilidade

(  ) Solidão

(  ) Ódio

(  ) Rancor

(  ) Arrogância

(  ) Desdém

(  ) Ciúmes

(  ) Apego

(  ) Ganância

(  ) Mau humor crônico

(  ) Vingança

(  ) Manipulação

(  ) Egoísmo

(  ) Insegurança

(  ) Desculpas

(  ) Preguiça

(  ) Raiva crônica

(  ) Preocupação

(  ) Inveja

(  ) Envelhecimento precoce

(  ) Distúrbio do sono

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