Browse By

ENGENHARIA DE TERREMOTOS AVANÇADA É INDISPENSÁVEL

Os cientistas sabem que a Terra treme mais de 1 milhão de vezes por ano. A maioria dos tremores, felizmente, não é percebida. Mas, quando é de grandes proporções o estrago é imenso, destruindo cidades, causando mortandade, incêndios e calamidade generalizada.

A previsão assume vital importância e a construção de prédios inteligentes para redução dos estragos sísmicos, que resistam as ondas de vibração, exige uma engenharia capacitada. Nas localidades sujeitas a terremotos, a fatalidade assume cabal importância. A qualquer momento, sem algum aviso, são assoladas por uma fúria devastadora.

À revelia dos vastos estudos até agora desenvolvidos, os cientistas não conseguem prever quando haverá terremotos. Alguns acreditam que jamais conseguirão e, o melhor a ser feito é aprender a superá-los.

 

A crosta terrestre é constituída de vários fragmentos (placas tectônicas) que repousam sobre correntes de lava. As bordas dessas placas se separam ou se comprimem.

As cidades de Los Angeles e São Francisco, no Estado da Califórnia, repousam sobre a falha de transformação de San Andreas cujas placas já desalinharam causando tragédias. De igual forma que os californianos vivem a espera do “The Big One” ou “O Maioral”, os japoneses também vivem aterrorizados com a possível chegada do seu “Dijeshen” ou “O Grande Terremoto”.  E, esse terror nipônico não é destituído da razão.

 

O Japão repousa, no litoral leste, sobre quatro falhas que se encontram e estão sempre em movimento. Quando essas placas colidem geram ondas sísmicas que são ondas vibratórias, que derrubam tudo que está em cima e no mar formam ondas gigantes conhecidas como tsunamis.

Para minimizar as perdas em vidas humanas, reduzir as destruições de cidades, incêndios e impedir o caos, a engenharia de terremotos assume a sua significativa importância. A construção de prédios, pontes, viadutos e instalações (elétricas, hidráulicas, gás e telefonia), cujas vibrações sísmicas são gradualmente reduzidas aos limites de tolerância planejados, tem diminuído os resultados trágicos nos EUA.

Há uma crença japonesa de que um aviso com 2 dias de antecedência ocorrerá antes da chegada do “Dijeshen”, o grande terremoto, proporcionando tempo suficiente para a evacuação de Tóquio. Esse aviso serão vários tremores. Os japoneses, diferentemente dos americanos, investem expressivamente na ciência da previsão, monitorando todos os sismógrafos das ilhas, detectando atividades de terremotos 24h por dia.

O Centro de Prevenção de Desastres de Tóquio permanece sempre alerta para a tomada de grandes decisões quando chegado o momento certo. Já na Califórnia foi adotado o conceito de gerenciamento do risco, que implica no planejamento do futuro em lugar das previsões, com a construção de prédios à prova de terremotos.

O resultado dessa mudança de conceito sobre a Engenharia dos Terremotos por parte dos americanos está estampado na comparação das conseqüências dos sismos na década de 90 em Kobe, Japão, e na Califórnia, EUA.

 

Autor: Dr. Edvaldo Tavares

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *